Qual a idade máxima para fazer implante dentário?
Tem idade máxima para colocar implante? É uma das perguntas que mais aparece no consultório da OdontoCompany, geralmente vinda de um filho que veio acompanhar o pai ou a mãe já na terceira idade.
Não existe uma idade máxima para fazer implante dentário. O paciente idoso pode fazer o tratamento, inclusive na terceira idade, desde que passe por avaliação odontológica e tenha condições de saúde adequadas para o procedimento. A saúde geral, a da boca e a do osso é o que decide, não a data de nascimento.
Qual a idade máxima para fazer implante dentário?
Não existe um número a partir do qual o implante deixa de ser uma opção. O que existe são condições de saúde que precisam ser avaliadas, e elas têm muito mais a ver com o histórico médico da pessoa do que com a idade em si.
O implante precisa se integrar ao osso, e essa integração depende de como o corpo está funcionando como um todo. Por isso a avaliação se concentra em fatores como qualidade e volume ósseo, controle de diabetes, saúde cardiovascular, medicamentos em uso (alguns para osteoporose, por exemplo, pedem atenção redobrada) e a presença de doença periodontal ativa.
Repare que nenhum desses itens se baseia no fator idade, por exemplo “ter 80 anos”. Um paciente de 80 com diabetes controlado e bom osso costuma ser candidato melhor do que um de 50 com periodontite avançada e tabagismo pesado.
Alguns estudos apontam que a idade avançada pode elevar discretamente o risco de falha. O trabalho de Moy PK, um dos profissionais mais renomados no ramo de implantes dentários, e outros colaboradores (2005) listam a idade entre os fatores associados a uma taxa de insucesso maior. Mas o fator de risco não é uma contraindicação, o próprio estudo conclui que não há impedimento absoluto, desde que os riscos entrem no planejamento. Quem tem 70, 80 ou mais anos pode fazer um implante sim. Não é o aniversário que conta mas sim a condição de saúde do paciente.
Idoso pode fazer implante dentário?
Pode sim, desde que avaliado por um dentista que busca integrar exame para entender a saúde geral do paciente e o controle das doenças que a pessoa já tem para uma avaliação precisa de quem busca o implante dentário.
E é seguro quando há planejamento com exames de imagem, avaliação da saúde geral e doenças crônicas sob controle. O procedimento na terceira idade tem boa previsibilidade e melhora a qualidade de vida. A tomografia 3D e o planejamento digital deixam o cirurgião enxergar o osso antes de qualquer corte, o que torna a cirurgia mais precisa e menos invasiva,a tecnologia nesse cenário é um parceiro importante para quem busca esse tratamento.
O que realmente define se uma pessoa pode colocar implante?
Perder dente não é só questão de estética, mas também é um amontoado de outros fatores que podem prejudicar a qualidade de vida de quem busca esse tratamento. Por exemplo, o ato de mastigar mal compromete a alimentação, a fala perde firmeza, e o osso da região onde o dente saiu começa a reabsorver com o tempo, o que muda o contorno do rosto e dificulta tratamentos futuros.
O implante atua justamente nesses pontos, porque devolve a capacidade de mastigar com segurança, ajuda a estabilizar a fala, freia a perda óssea na região e, num aspecto que paciente mais velho costuma mencionar bastante, devolve a confiança pra sorrir sem o incômodo de uma prótese que se solta.
É nesse sentido que a idade entra nesse caso apenas com um fator de atenção, não um empecilho que impeça de realizar esse tratamento que vem transformando a autoestima de muitos brasileiros, principalmente aqueles da terceira idade.
Existem pessoas que não podem fazer implante dentário?
Aqui vale separar duas coisas que costumam ser confundidas, o que pede mais cuidado ou adiamento e aquele que não é proibido automaticamente. São situações diferentes, e misturar as duas assusta quem está buscando o tratamento. Porque, muita das vezes, esses pacientes já vem com um histórico de desconforto quando o assunto é tratamento dentário.
Pode ser necessário adiar ou avaliar com mais atenção quando há:
- Diabetes descontrolada, que atrapalha a cicatrização e a integração do implante ao osso.
- Hipertensão descontrolada.
- Doença cardíaca sem liberação médica.
- Infecção bucal ativa, como gengivite ou periodontite, que precisa ser tratada antes.
- Pouco osso na região, que muitas vezes se resolve com enxerto.
- Higiene bucal inadequada.
Nenhum desses fatores são proibitórios, são situações que, uma vez controladas ou tratadas, abrem caminho para o implante.
Não significa proibição automática quando o paciente apresenta:
- Idade avançada.
- Uso de prótese antiga.
- Perda óssea que dá pra tratar.
- Medo de cirurgia.
- Histórico de doenças que estão controladas.
Diabetes, embolia, glaucoma, psoríase: posso fazer implante?
Essas são as dúvidas que mais geram receio na hora de marcar a avaliação. E aqui vai um ponto importante: quando o paciente esconde ou esquece de contar uma dessas condições, o dentista trabalha com informação pela metade, e isso é que atrapalha o planejamento. Falar tudo abertamente é parte do tratamento. No fim, o que importa é o controle da doença e a conversa entre o dentista e o médico que acompanha o caso.
Diabetes
Com a diabetes controlada, o implante costuma ter o mesmo sucesso de quem não tem a doença. O problema aparece quando ela está descompensada, porque o açúcar alto prejudica a cicatrização e a integração do implante ao osso, o que aumenta o risco de infecção e de falha. Por isso o dentista costuma pedir exame de glicemia antes da cirurgia, porque quando controlado o paciente pode ser liberado para o tratamento.
Quem teve embolia pulmonar ou usa anticoagulante
O ponto de atenção é o anticoagulante, que muitas pessoas com esse histórico usam, porque ele aumenta o risco de sangramento na cirurgia. As pesquisas atuais sobre o tema costumam não recomendar interromper a medicação por conta própria, o caminho é decidir junto com o médico ou hematologista, ajustando a técnica e as medidas para controlar o sangramento.Observar o indivíduo é sempre importante, cada paciente é único e merece uma avaliação singular.
Glaucoma
O glaucoma em si não contraindica o implante, mas o cuidado que precisa tomar fica por conta da medicação, uso contínuo e no controle da pressão, pontos que o dentista alinha com o oftalmologista antes de marcar a cirurgia. Nesses casos sempre sugerimos levar a lista de remédios para uma avaliação antes de seguir com o tratamento.
Psoríase
Em casos assim, a atenção recai sobre o tratamento em uso, principalmente se envolver medicação que mexe com a imunidade. Como em qualquer caso, o histórico completo ajuda o dentista a planejar com segurança.
E existe idade mínima?
Aqui podemos dizer que sim, há uma idade mínima, isso porque o implante é fixo, mas os maxilares de um adolescente ainda estão crescendo. Colocar o implante antes do fim desse crescimento faz o dente vizinho continuar acompanhando o desenvolvimento ósseo enquanto o implante fica parado, criando desnível. Por isso, a indicação costuma esperar o término do crescimento, em geral por volta dos 17 ou 18 anos, mas isso se confirma com exames, não só pela idade da mesma maneira como a idade máxima.
Quando procurar uma avaliação?
Alguns sinais indicam que vale marcar uma consulta:
- Dificuldade para mastigar.
- Dentadura que se solta.
- Perda de um ou mais dentes.
- Dor.
- Insegurança na hora de sorrir.
- Comida que você evita por causa dos dentes.
Agende uma avaliação na OdontoCompany para entender se o implante é indicado pro seu caso e quais opções são mais seguras para sua saúde bucal.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual a idade máxima para fazer implante dentário?
Não existe. O que conta é a saúde geral, o osso e o controle das doenças, não a idade no documento.
Quem tem 80 anos pode fazer implante dentário?
Pode, com osso adequado e doenças controladas. A idade sozinha não impede.
Idoso pode fazer implante dentário com diabetes?
Com a diabetes controlada, costuma ser possível e com boa chance de sucesso. Descompensada, o ideal é adiar até a glicemia normalizar, porque o açúcar alto atrapalha a cicatrização.
Quem teve embolia pulmonar pode fazer implante dentário?
Pode, mas pede avaliação conjunta com o médico, já que costuma envolver anticoagulante. O ajuste da medicação é decidido pelo especialista, nunca por conta própria.
Quem tem glaucoma pode fazer implante dentário?
O glaucoma não contraindica. O cuidado é com a medicação contínua e o controle da pressão, alinhados com o oftalmologista.
Quem tem psoríase pode fazer implante dentário?
Em geral, sim. A atenção fica no tratamento em uso, sobretudo se houver medicação que afeta a imunidade. O histórico completo orienta o planejamento.
Quais são as pessoas que não podem fazer implante dentário?
Pouca gente está num “não” absoluto. A maioria das situações pede controle ou tratamento antes, não proibição. A avaliação individual é que diz.
É doloroso fazer implante dentário?
A cirurgia é feita com anestesia local, então não dói durante. No pós costuma haver desconforto, controlável com a medicação que o dentista indica.
Quanto custa um implante dentário para idosos?
Depende do caso: número de implantes, qualidade do osso, necessidade de enxerto e tipo de prótese. O valor só fecha depois da avaliação. Vale levar essa dúvida pra consulta.
Quais são os riscos de um implante dentário?
Os principais são falha na integração ao osso e infecção. Fatores como tabagismo, diabetes descompensada e higiene ruim aumentam esse risco, e é justamente por isso que a avaliação prévia existe.
Referências
- Resnik RR (ed). Misch’s Contemporary Implant Dentistry. 4ª ed. St. Louis: Elsevier; 2021.
- Moy PK, Medina D, Shetty V, Aghaloo TL. Dental implant failure rates and associated risk factors. Int J Oral Maxillofac Implants. 2005;20(4):569-577.
- Park JC, Baek WS, Choi SH, Cho KS, Jung UW. Long-term outcomes of dental implants placed in elderly patients. Clin Oral Implants Res. 2017;28:186-191.
